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Minas Gerais investiga cinco casos suspeitos de malária
22/08/2018
Minas Gerais investiga cinco casos suspeitos de malária

Secretaria de Saúde diz que em 2018 foram 20 casos suspeitos da doença, nenhum contraído no estado; casos atuais são perto da divisa com o ES, que enfrenta surto de malária

 

A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES) divulgou, nesta quarta-feira (22), que investiga cinco casos suspeitos de malária - três na cidade de Mantena, um em Conselheiro Pena e outro em Galiléia. Em 2018, segundo a secretaria, foram confirmados 20 casos de malária no território mineiro, todos contraídos na região amazônica e nenhum deles autóctone (quando a infecção ocorre dentro do próprio estado). Não houve nenhuma morte pela doença em Minas neste ano.

Os cinco casos em investigação atualmente têm vínculo epidemiológico, de acordo com a Secretaria de Saúde, com a área de surto no estado do Espírito Santo, que já registrava, até terça (21) à noite, 138 casos confirmados. Os últimos casos autóctones de malária em Monas foram em 2016 e em 2017, em área de garimpo em Diamantina e Couto de Magalhães de Minas.

A SES emitiu alerta epidemiológico no dia 6. Como medida de prevenção, está capacitando servidores e implementando ações na região de Governdor Valadares, principalmente em Mantena e Nova Belém, limítrofes às cidades de Vila Pavão e Barra do São Francisco, onde ocorre o surto no Espírito Santo. Vila Pavão, que decretou emergência, teve 109 casos e, Barra do São Francisco, 29.

As equipes de saúde foram para a região no dia 21 para verificar a presença do vetor e distribuir repelente para a população.

Segundo o secretário de Saúde, Rodrigo Said, o surto no Espírito Santo é preocupante, por ficar a apenas 12 quilômetros da divisa com Minas Gerais. Said diz que o trânsito entre os dois estados é muito intenso, e que as cinco pessoas que estão com suspeita da doença moram em cidades mineiras, mas exercem atividades econôminas em território capixaba.

A malária é uma doença comum em estados do Norte do Brasil. A transmissão ocorre pela picada do mosquito Anopheles stephensi,chamado de mosquito prego, que também se reproduz em água parada. Segundo a secretaria, não há indícios da presença do mosquito em Minas, já que todos os casos teriam sido contraídos fora do estado.

Entenda:

A transmissão ocorre após picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por protozoários do gênero Plasmodium. No Brasil, três espécies estão associadas à maláriaem seres humanos: P. vivax, P. falciparum e P. malariae.

O protozoário é transmitido ao homem pelo sangue, geralmente através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium ou, mais raramente, por outro tipo de meio que coloque o sangue de uma pessoa infectada em contato com o de outra sadia, como o compartilhamento de seringas (consumidores de drogas), transfusão de sangue ou até mesmo de mãe para feto, na gravidez.

Sintomas:

Os sintomas mais comuns são: calafrios, febre alta (no início contínua e depois com frequência de três em três dias), dores de cabeça e musculares, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios. No caso de infecção por P. falciparum, também existe uma chance em dez de se desenvolver o que se chama de malária cerebral, responsável por cerca de 80% dos casos letais da doença. Além dos sintomas correntes, aparece ligeira rigidez na nuca, perturbações sensoriais, desorientação, sonolência ou excitação, convulsões, vômitos e dores de cabeça, podendo o paciente chegar ao coma.

 

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